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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Apenas senti



Minha alma...
Minha calma,minha dor, minha mágoa
minha vida,meu pranto , minha lágrima.
Minha vida...
Meus passos , minhas pegadas , minha alegria, meu sorriso...
Meu cheiro ,minha desgraça ,meu esplendor , meu tesouro, meu segredo.
Minha raiva, minha gana , minha loucura, meu céu , meu inferno , meu devaneio...
Meu tudo , meu nada , minha ira,minha compaixão,minha maldade,minha culpa...
Meu sonho , minha realidade,minha pressa minha preguiça ,meu sol minha lua.
Minha noite meu dia , meu escuro , minha luz...Meu cabelo,meus dedos,minha boca,meus olhos...
Meu silêncio ,meu medo, minha solidão,minha incerteza,meu desgosto...
Meu nunca e meu sempre,meu final feliz...meu paraíso...
Meu "eu te amo",meu "eu te odeio",minha prece...meu eterno.
Minha decadência,minhas trevas,meu chão...meu suspiro, meu adeus...
Minha morte.


(nanny)

Never before...ever again



......Only time...........

É.....



É o que eu sempre digo:
Não importa a data nem a hora.O que realmente importa é que acontece....
Somos treinados desde que nascemos para sobrevivermos nesse mundo idiota , cheio de pessoas idiotas, que fazem coisas idiotas que torna suas vidas idiotas mais idiotas ainda.
Mas...Tem uma coisinha: Temos a grande chance de mudarmos as coisas idiotas para não idiotas, temos a chance de mudar de opinião, temos o libre arbítrio(famoso por sinal).Sim , temos , mas acontece que quando queremos fazer as coisas do nosso modo , vem algum idiota e interrompe nosso ponto de partida e acabamos igual ao idiota que nos interrompeu...Então cansados de tudo , resolvemos deixar como está , empurrar com a barriga e ir levando conforme o vento...
Que coisa séria!!!Sempre fui criticada por ser espontânea, por falar a verdade, ...Ah!! as críticas...Nunca faltam ...É o risco que se corre quando não se quer mentir...Mas e daí?Geralmente no auge da minha gana costumo dizer que odeio todo mundo, na verdade odeio mesmo e no momento da raiva se pudesse mataria o mundo , assim de repente com um punhalada ,uma dentada ou um simples sopro ...Quando tudo passa vejo que de nada adiantou .
Percebo que quem faz o nosso mundo somos nós mesmos, e ele só é idiota se eu permitir, e como eu não sou idiota , meu mundo tá longe de ser idiota...Não quero nem gosto de nada morno , tudo o que é mais ou menos me dá asco, odeio coisas inacabadas, gosto de mudar o monótono, tornar real o utópico mesmo que impossível ,mas vale a pena saber que tentei.A vida é uma grande passagem por isso tento ser inesquecível para os que amo( e os que me odeiam também).Faço valer a pena cada momento , cada dia.Se me arrependo , foi por que não fiz, e quando faço costumo agir pela razão que foi impulsionada pelo coração.Tenho um coração enorme , que chora, que ri, que já se machucou , se arrependeu, que perdoou, um coração que ama , que quando ama é maravilhoso e quando odeia é melhor ainda, mas acima de tudo um coração verdadeiro, que só quer ser feliz.
A vida é linda , tornamos ela mais linda ainda agindo com a verdadeira personalidade.O mundo torna-se idiota a partir do momento em que deixamos as coisas como estão e por preguiça ou até mesmo cansaço nos sentamos na beira do caminho e ficamos ali a observar tudo passar na frente de nossos olhos.

( nanny)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aromas...




O sol apontava timidamente por trás das coxilhas.Vinha mansinho, com um amarelo laranja de dar inveja.Espalhava preguiçosamente seus raios pela branca geada do descampado.
Um alvoroçado quero-quero levanta voa emitindo aquele conhecido barulho estridente único.
No manto verde das árvores os animais que ali construiram suas moradas ainda repousam na manhã gélida de inverno.O dia está nascendo aos poucos e o som de que ele está acordando é emitido a léguas de distância .Em suas casas as pessoas se remexem com preguiça em baixo das cobertas e entre um bocejo e outro lembram que têm que sair do refúgio gostoso longe do frio.O sol já lança seus raios com mais intensidade pelo descampado a ponto de aos poucos a geada começar a derreter.Na estreita sanga que corta o descampado e adentra mato afora os bezerros vêem beber de suas límpidas águas, e assim sucessivamente o resto da manada junta-se a eles.
Um cheiro gostoso de amanhecer se mistura com o Minuano gelado de Julho, soprando sem parar ele leva e traz aromas que confundem o olfacto.De manhã cheiro de amanhecer, terra molhada , mato, geada tudo misturando -se ao cheiro de café recém coado ,de mate recém cevado, coisa rara de se sentir e que torna-se inesquecível pra quem sentiu.
Ao meio dia com o sol no seu máximo de calor aquele cheiro de manhã se foi, levado pelo vento, que com ele trouxe o aroma de iguarias campeiras, feitas em fogo de chão e que agora são a alegria dos paladares apressados, que depois de se empanturrar um a um aproveitam para sestear nos pelegos dando uma de lagarto no sol de meio dia.
Quando o fim de tarde se aproxima e aos poucos o sol vai descendo no horizonte, o frio começa baixar juntamente com o sereno,úmido , cortante.Os animais começam a se recolher , nas casas as pessoas ascendem fogo nos fogões de lenha novamente.
E o minuano traz com ele agora o aroma da noite , aroma doce,de comida quentinha , de calor humano, de aconchego, aroma da geada que se prepara para deixar tudo branquinho novamente pelo descampado afora.O som da coruja ao longe demostra que a noite já caiu , no silêncio do mato só se ouve o correr da sanga, e nas casa com os lampiões já todos apagados , nem mais fumaça do borralho resta.Tudo dorme , envolvidos pelo manto noturno cochilam preguiçosamente.Embalados apenas pela orquestra de grilos, esperando só mais uma amanhecer na querência novamente.



(nanny)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Rio


O rio não pára...
Corre em seu curso sempre pra frente,
Suas águas hoje diferentes de ontem...
Diferentes das que passaram há um segundo atrás
Límpidas ou turvas
Depende do tempo...
O rio corre , seu barulho constante
Mudando conforme os dias
Dias cheio dias vazio,
Dias em que o rio afoga
Dias em que o rio afaga
Dias em que ele alegra
Dias em que entristece...
Dias e mais dias que se passam , e o rio fluindo...

(nanny)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Aos meus olhos...


Hoje o céu está escuro...
Escuro mesmo, tipo cinza escuro...
O dia está frio...
Uma garoa fininha teima em cair...
São lágrimas talvez...
Lágrimas quem sabe de alegria, ou podem ser de tristeza também
a escolha é de cada um....

(nanny)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Epitáfio II


Não chore...
Não quero lágrimas...
Estas estiveram comigo durante toda minha vida
Não lamente....
Lamentei muitas coisas enquanto vivi
Não se arrependa...
Só me arrependi daquilo que nunca tentei
Em minhas mãos não quero nada
Pois nunca me prendi em nada quando na terra andei
Enquanto repouso em paz quero sorrisos
Mas de sinceridade
Na minha tumba quero flores
Flores brancas, lírios perfumados
Para sentir seu aroma enquanto descanso
Não me toque , pois assim não te sinto
Apenas sentirás o frio de meu corpo inerte
Agora na noite durmo...
Noite que me refugiei tanto tempo
Noite que é refúgio , mas também é solidão
Calada, escura, fria, ébria...
Agora que te vejo minhas mãos tocando
Só peço que não chore...
Só peço que não me toque...
Deste ângulo é bem fácil ver tua face
Face hoje molhada pelo pranto...
Pranto que não pude conter tanto tempo...
Hoje te vejo
Com tuas pseudo lágrimas...
Tenho pena...
Agora com meu sangue frio como o teu sempre foi:
Simplesmente nada sinto
Só um esboço de sorriso em meus lábios sem cor...
E no silêncio fúnebre :
Eu te ignoro....
Não chore...Chorar é para os fracos...
Apenas acostume-se com a perda...

(nanny)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

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Não me canso de pensar , que no final tudo sempre dará certo, pois se não deu certo ainda é por que o final não chegou de verdade......
Palavras sábias de famoso escritor(F.S)

nanny..............

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TANGERINE



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Sem nada a declarar hoje...Apenas sentindo o Som do LED......

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O momento


O calor castiga
O sol queima
O vento sopra leve
Traz com ele cantigas suaves e cansativas
No meu manto de amargura me escondo
Meu sangue antes rubro
Agora negro
Ouço ao longe o barulho das ondas
Ondas que se quebram na praia
Num ritual repetitivo
Dia após dia....
No céu uma gaivota voa solitária
Emite seu som de devaneio ao horizonte
Num cavalo alado de nuvens
vejo a imagem do tempo...
Na areia escaldante me deito
Observo cada figura abstrata que me cerca
Ouço cada som irritante e monótono invadir meus ouvidos
O sol queima....
O calor não me importa , não sinto.....
O som do mar me castiga
Sinto cada onda morrer na praia deserta
Meu rubro sangue corre em cada minúsculo vaso
Quente , latejante obedecendo o calor do sol
Um punhado de escaldante areia nas mãos trêmulas
Chorar?
Por que ?
Abro os olhos
A luz do sol os fere....
Como uma flecha de luz que os atravessa
Mantenho-os fechados
Na areia permaneço
Ao som do dia...
Ao som das horas...
A mercê do tempo...

Nanny)